12.21.2007

Marrakech


Depois da estadia em Fez, foi altura de rumarmos a Marrakech. À medida que se avança para sul, a paisagem vai-se alterando: cada vez menos verde e cada vez mais areia.
A meio da viagem passámos por Ifrane, pequena cidade que é conhecida pela “Suíça marroquina” por causa da neve no Inverno, das suas casas de telhados em V e por ser o lugar onde o Rei passa as suas férias de Inverno.

Quando se entra em Ifrane parece que estamos em qualquer lado menos em Marrocos: muitos jardins, o parque automóvel é consideravelmente melhor, as ruas estão imaculadamente limpas e não há vendedores....Esta pequena vila deve ser o lugar onde o jet-set se deve reunir no Inverno.
Haveríamos de pernoitar aqui à vinda.
A viajem continuou em direcção a Marrakech. Depois de uma pequena paragem às portas da cidade para reagrupar e retemperar energias aventurámo-nos no meio do transito em “hora de ponta”. Esta foi mais uma “daquelas” experiências.
Para além de estarmos a chegar em plena hora de frenesim comercial (tinha acabado o jejum por aquele dia) o trânsito era perfeitamente caótico (em termos europeus...). No meio do fumo, da poeira e ao som cacofónico das buzinas lá fomos avançando quais guerreiros intrépidos!
O dia seguinte foi inteiramente dedicado à cidade. Eu a minha “mais-que-tudo”, já ambientados àquela gente, aventurámo-nos sozinhos pela medina. Esta é menos caótica que a de Fez e é possível circularmos nela sem nos perdermos (desde que nos mantenhamos nas ruas principais). Mais uma vez valeu a pena imiscuirmo-nos naquela vivência: o diálogo com os comerciantes, as lojas de verdadeiras antiguidades árabes em salões decorados à maneira marroquina (aqui ao preços não são tão negociáveis – o que vale realmente dinheiro não é barato!), as cores das especiarias, os cheiros... estava tudo lá. Até fizemos um amigo que nos convidou na próxima vez que lá fossemos para ficar num riade de um amigo dele... haveremos de aceitar.
Também visitámos os museus da cidade: antigos palácios reais, jardins reais, belíssimos jardins interiores com as suas fontes árabes, as ruas dos artesãos de lanternas.
Acabámos o dia a recompensarmo-nos com um belo chá de menta na mais famosa praça (Djemaa-el-Fna) onde podemos encontrar os vendedores de água, os encantadores de serpentes, os comerciantes e o comércio que se começa a instalar ao fim da tarde.
Jantamos, demos mais uma vista de olhos nocturna à cidade e recolhemo-nos... o dia seguinte iria ser duro... muito duro.

(continua...)

11.22.2007

Finalmente... de volta.
Marrocos #1

Olá Blogosfera!! Realmente foi um grande interregno. Não, não me perdi no deserto nem me trocaram por camelos eheheh. Apenas o trabalho e, confesso, um pouco de preguiça que se apoderou de mim depois desta viagem, me mantiveram afastados do "Grama".
Mas agora estou de volta.
Marrocos é "um mundo à parte", não só pelas suas paisagens mas também pela sua cultura e pela sua gente.
Depois de se tentar acomodar a bagagem de duas pessoas mais acessórios em três pequenas malas duma mota fizemo-nos à estrada. A viagem até Tarifa não tem muito que contar apenas saliento os belos caminhos do interior do nosso Portugal.
O dia seguinte "empacotamos" o "Beículo" no ferry e fizémo-nos ao mar!!!
A aventura começa no "lá-de-lá".... mal pousamos o pé em solo Marroquino "caem-nos" em cima uns senhores que se prestam para acelerar o processo de entrada no país em troca de uma "pequena" gorjeta... mais tarde (à vinda) apercebemo-nos que o processo não é assim tão complicado e não é tão moroso quanto isso. Depois dos pró-formes lá nos apressamos por saír de Tangêr pelo meio do caos que é o trânsito. Tânger é uma cidade como outra qualquer...
No trajecto até Fès ainda paramos em Chefchaouen.
Aquela vila é muito bonita com as suas casas brancas com as portas azuis. Aqui esperávamos petiscar qualquer coisa mas havia um pormenor... era Ramadão! Aquele pessoal não come nem bebe (!!) durante o dia por isso a solução foi ir até ao Hotel mais próximo, e aí "fazem o favor" de nos servir qualquer coisa. Aqui provei o prato nacional: Tarjin, uma espécie de guisado que pode ter as "variantes" de frango, borrego e vegetais com couscous. Uma nota, o pão é muito bom (ok o nosso é melhor mas aquele não lhe fica atrás).
Já mais compostos rumamos a Fès. Durante o percurso podémos observar uma paisagem muito verde e até, em alguns sítios, muito parecida com Portugal! As viagens fazem-se muito bem. As estradas, asfaltadas, estão em bom estado, a sinalização é boa e, embora haja muitas operações stops e controlos de velocidade (com umas câmaras de filmar muito manhosas que duvido que registem alguma coisa...), aqui os motards nunca foram mandados parar (também éramos tantos!...). Convém é ter cuidado com as crianças que andam pelas bermas e com os animais... e com alguns camiões atulhados até às "orelhas"!!!



Chegados ao nosso destino e depois de instalados fomos dar uma volta a pé pelo centro da cidade. Ora, era uma sexta-feira e, pelos vistos, dia de festa na altura do Ramadão... aquilo parecia o S.João só que em vez de se beber Super Bock, aquela gente "enfrascava-se" com chá de menta como se não houvesse amanhã. Vai daí... em Roma sê romano... fizemos o mesmo. Soube mesmo bem!!!
Para passar o tempo ainda contemplámos um cruzamento fantástico onde poderíamos ver como o código é uma utopia. O mais importante é buzinar e não parar... não cá prioridades, peões ou passadeiras a respeitar. A palavra de ordem é Siga!!!! O único inconveniente é a poluição... muita!!
O dia seguinte foi aproveitado para visitar o palácio do rei (que estava na cidade) e a medina.
Aqui aconselho vivamente irem com um guia pois aquela medina é labiríntica mas vale bem a pena: os burros de um lado para o outro a transportar mercadorias, a côr do comercio (dos fruto secos, especiarias, tecidos, tapetes, couros e pratas), o fabrico do pão e os constantes "berros" dos comerciantes formam um cenário fantástico. Ali tivemos hipótese de visitar a única madrassa (escola onde se ensina o corão) "visitável". Lá dentro podemos regalar-nos com as extraordinárias decorações tipicamente árabes todas feitas à mão. O almoço foi num restaurante numa ruínha minúscula onde ninguém diria que ali estava um belo restaurante com uma decoração, e atendimento, típicas.
Até ao fim do dia ainda tivemos oportunidade de visitar as mais diversas lojas, fábricas de joalharia, olaria (onde faziam umas mesas ladrilhadas à mão muito bonitas) e as "famosas" tinturarias do couro.... (as condições em que aquelas pessoas trabalham é que são deploráveis...)
Se quiserem comprar qualquer coisa, preparem-se para "marralhar". Eles pedem 500 vocês oferecem 50 e fecham negócio por 100! Ou trocam os vossos óculos ou boné.... Fantástico eheheh eles adoram um bom "marralhanço" (acho que nós também...). Como um marroquino me disse "português é como marroquino... não tem dinheiro!!" e ria-se a bandeiras despregadas!



(continua...)

10.03.2007

Em terras de Mouros

Nos próximos dias o "Grama de Condão" vai estar um pouco para o parado. A razão é que vou andar, que nem D. Sebastião, por terras de mouros, mais propriamente por Marrocos.
Um dos pequenos sonhos que tinha, como motociclista, era ir até lá. Ora chegou a hora!!
Espero trazer muitas aventuras para vos contar e fotos para vos mostrar.

Um abraço

P.s. - Fica aqui o "som" marroquino de Natacha Atlas

9.29.2007

90 Anos

Quando ela fala acalma-me.
Quando sorri faz sorrir toda agente à volta dela.
Parte do que sou Hoje, devo-o a ela.
Só uma grande mulher como ela consegue reunir tanta gente à sua volta
Hoje é um grande dia.
Uma das mulheres da minha vida completa 90 primaveras.

Parabéns avó



David Bowie - Absolute Beginners

I've nothing much to offer
There's nothing much to take
I'm an absolute beginner
And I'm absolutely sane
As long as we're together
The rest can go to hell
I absolutely love you
But we're absolute beginners
With eyes completely open
But nervous all the same

If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true

Nothing much could happen
Nothing we can't shake
Oh we're absolute beginners
With nothing much at stake
As long as you're still smiling
There's nothing more I need
I absolutely love you
But we're absolute beginners
But if my love is your love
We're certain to succeed

If our love song
Could fly over mountains
Sail over heartaches
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true