.. do metro com muito "groove".
Trevor Exter começou a tocar no metro e agora começa a ser conhecido pelas notas que extrai do seu violoncelo de uma forma menos " convencional".
Fica aqui uma das melhores versões que vi desta música (talvez a par com a de Mick Jagger c/ Lenny Kravitz e da Patricia Barber): "Use me up" de Bill Withers.
2.06.2010
11.01.2009
Dias de inverno...
... dão para inventar!!
Experiências com água:
... e com Fumo:
Só depois de ver o resultado é que reparei quanto estas coisas simples podem gerar imagens tão bonitas...
... e na sala ao lado, esta alegre desconhecida ia embalando a atmosfera...
Emiliana Torrini - Big Jumps
I walked all morning to lift my heart,
'Cause the world keeps dancing with the paperman.
I love you never talk in dreams,
But now it's here your happiness is real.
Oh make some big jumps, big jumps,
You're afraid to break some bones.
Come on make some big jumps, big jumps,
Life is yours alone.
You hold your head up, your head up high, like you think I do.
Sometimes I feel so confused,
I'm under the illusion that I have to choose.
I love you always know the way,
The way back home always is the same.
Oh make some ...
Tick-tock, this clockwork will stop,
You're the key for winding up my heart.
Brick-brack, if you don't wind me up,
The sky will lie upon me like a passed-out drunk.
Without you I would never rise again.
Without you I would never rise.
Hey there sunshine lift my heart,
I know life is long but it goes so fast.
I love you never feeling old,
You never bought the rubbish that they sold.
Oh make some ...
Oh make some ...
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9.20.2009
Cammile O'SullivanArrebatadora!! Um animal de palco!! Um génio da interpretação!!
São as palavras que me vêm à cabeça depois de assistir a uma magnífica actuação, no "Theatro do Circo", desta irlandesa bem disposta e apreciadora do vinho português.
Camille O'Sullivan cria todo um ambiente de Cabaret à sua volta e pega em canções de Jacques Brell, Nick Cave, Tom Waits, Radiohead, Nina Simone, David Bowie, entre outros e ineterpreta-as de forma sublime. Ora, sendo eu um fã de David Bowie foi com alguma curiosidade que fui assistir a este espectáculo.
Pela primeira vez vi reunida numa só actuação algumas das melhores músicas do "Camaleão": Rock'n'Roll Suicide, Five years bem como versões deste de músicas de Brell: My death, Port of Amsterdam... curiosamente pertencentes ao meu role de favoritas!!
Outras músicas foram extraordinariamente bem interpretadas tais como "A good man" de Tom Waits e "People Aint No Good", "Are you the One"- Nick Cave.
O espectáculo torna-se até intimista, tal é a capacidade dela de interagir com o público (... até pôs todo o teatro a miar...)
Ficou a promessa de voltar... e se assim fôr lá estarei mais uma vês. Quem ainda não a viu, recomendo vivamente.
A noite acabou com uma pequena supresa: os Cd's autografados por ela.
... To "gramadecondão" from Camille:
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3.16.2009
A virtude do silêncio...
"Abençoado quem se abstém de falar, nos poupando da evidência de que não tem nada a dizer."
George Eliot
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12.24.2008
Boas Festas!
Juntando o útil ao agradável, venho assim dar um pouco de uso a este blog e desejar a quem por aqui tropece um Bom Natal e um 2009 cheio de coisas boas.
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5.14.2008
Quando a versão supera o original #2
Desta vez até eu estive indeciso. O original (de Elliott Smith) também é muito bom, mas continuo a preferir esta versão da Madeleine Peyroux. Acho que o facto de ela a cantar mais lentamente dá tempo para "entrar na música". O pequeno solo de piano está simples, bonito e remete-me (vá-se lá saber porquê) para uma imagem de uma cidade alta, suja e à chuva (imaginem o som da chuva por trás do solo de piano...).
Para ouvir bem alto.
Between the bars (Elliot Smith)
drink up, baby, stay up all night
the things you could do, you won't but you might
the potential you'll be, that you'll never see
the promises you'll only make
drink up with me now and forget all about the pressure of days
do what I say and I'll make you okay and drive them away
the images stuck in your head
people you've been before that you don't want around anymore
that push and shove and won't bend to your will
I'll keep them still
drink up, baby, look at the stars
I'll kiss you again between the bars where I'm seeing you
there with your hands in the air, waiting to finally be caught
drink up one more time and I'll make you mine
keep you apart deep in my heart separate from the rest
where I like you the best and keep the things you forgot
the people you've been before that you don't want around anymore
that push and shove and won't bend to your will
I'll keep them still
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2.05.2008
O deserto
A viagem até ao deserto foi um pouco atribulada. A mota teimava em "babar" um bocadinho de óleo até que nos decidimos por pedir ajuda a um mecânico local, num sítio não sei aonde!!
O que é facto é que reparou a tampa do motor com a facilidade de um verdadeiro artesão (claro que o pagamento teve que ser bem regateado...).
Durante o caminho tivemos a hipótese de visitar as gargantas do rio Todra: verdadeiras muralhas de centenas de metros erguem-se para, de uma forma majestosa, abraçar o pequeno rio... a Natureza em toda a sua força!
Como já nos tínhamos atrasado e já ficava tarde decidimos rumar até ao nosso destino daquele dia: Erg Chebi!
Mais uma vez as nuvens ameaçavam em fazer-nos passar um mau bocado. A noite instalou-se com a rapidez habitual, a estrada não tinha qualquer iluminação e o céu iluminava-se intermitentemente com imponentes trovões... mas o calor continuava, abafado. Apesar de todo este cenário apenas caíram umas poucas, mas pesadas e gordas, gotas.
Por fim chegámos ao albergue. Após uns dois quilómetros em areia à porta do deserto fomos
recebidos calorosamente, não só pelos nossos amigos que já lá estavam, mas também pelos nossos anfitriões que já tinham preparado um repasto à moda Berbere: num Bivouac.
Foi uma noite fantástica. Acabámos a beber chá (para variar) e a cantar (até deu para dar uns toquezinhos numa viola que por lá estava). Por fim adormecemos sob aquele céu imenso...
O acordar, no dia seguinte, foi uma surpresa. Pude ver, agora à luz do dia, todo aquele deserto que se desenhava por dunas de linha sensuais à nossa frente!!! Uma coisa é vê-las nos filmes e documentários outra é vê-las ao vivo!!!
A partir daqui foi o regresso pelo costa.
Pelo caminho parámos perto de uma escola e, rapidamente, os pequenotes rodearam as motas com a curiosidade típica. Tinha levado uns "souvenirs" (canetas e lápis com "Mickeys", porta chaves... enfim aquelas coisas que nos dão aqui aos montes e que não damos valor nenhum...) para tentar trocar por qualquer coisa, mas decidi dá-los. Haviam de ver a expressão na cara deles... quando a mais pequenita pegou no lápis da "Minie" parecia que tinha recebido a maior prenda do mundo... tive pena de não ter ali mais coisas para lhes dar....
A costa.... igual a todas as outras.
O regresso... calmo e desejado.
Fica a vontade de regressar qualquer dia.
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1.05.2008
A rota do Inferno:
A saída de Marrakech foi calma, de manha não há muito transito.
A tirada de 400 kms que nos esperava iria ter um percurso alternativo “off-road” que prometia locais muito belos. Tivemos a oportunidade de passar o Atlas e visitar o Kasbah património da Unesco: Ait Ben Haddou.
A travessia do Atlas foi uma experiência única. Começamos a travessia com temperaturas a rondar os 24ºC e quando chegámos lá acima estavam cerca de 10ºC. A meio foi preciso parar
para vestir o fato de chuva (sim porque até ela veio para nos brindar com as suas pingas grossas) e umas luvas mais quentinhas! Á medida que se sobe, a paisagem vai ficando cada vez mais bonita e a condução mais atenta. As curvas em ss apertados sucedem-se e os camiões, apesar de nos facilitarem sempre as ultrapassagens, pareciam que ocupavam quase toda a faixa de rodagem! Quando já estávamos a ficar mais à vontade com aquela condução apareceu-nos um camião tombado na berma a poucos centímetros de dar um grande trambolhão pela montanha abaixo, para nos relembrar da atenção que se deve ter naquelas estradas.
Para variar, sempre que parávamos apareciam, não sei de onde, os omnipresentes vendedores. Desta vez os ex-libris eram as pedras com cristais de muitas cores (umas verdadeiras e outras pintadas!).
Depois do Atlas veio o percurso alternativo... a pista que nos levaria até Ait Ben Haddou
Os primeiros quilómetros foram feitos sem problemas. Passámos por riades meios perdidos nas montanhas, casas feitas de palha e lama vermelha isoladas no meio da paisagem.
O percurso foi-se tornando mais exigente, os buracos sucediam-se e a gravilha teimava em aparecer. Depois de um pequeno descanso veio o que foi baptizado de “A rota do Inferno”.
O piso transformou-se - terra com pedras grandes soltas, muito soltas. Apareceram-nos descidas com curvas em cotovelo. A comitiva foi-se atrasando e as pequenas quedas aparecendo e eu não fui excepção (felizmente a minha pendura tinha desmontado!).
Para ajudar à festa começou a chover e tudo piorou!
Aquele piso com água fica pior que manteiga! A lama agarra-se a tudo que é componentes da mota! As forças foram-se esgotando e o ânimo descia a pique. Valeu-nos a ajuda dos nossos companheiros mais experientes e a sempre presente entreajuda entre motociclistas e dos locais (conseguimos trazer uma mota que avariou, em cima de uma camioneta alugada no meio do nada!).
O que seria para ser feito em uma ou duas horitas demorou a tarde toda. Chegámos todos exaustos a Ait Ben Haddou e por ali ficámos depois de termos negociado um hotel em cima da hora. Afinal, disseram-me mais tarde, aquele percurso já foi um percurso do Paris-Dakar!! Bem me parecia.....( um brinde a todos os pilotos!!)
Honras feitas à minha namorada, caloira nestas andanças mas que manteve uma coragem inabalável (claro que á noite deu-me cabo da cabeça ehehehe).
No dia seguinte de manha enquanto uns visitavam o Kasbah outros arranjavam a mota avariada (consegui-se arranjar um soldador a troco de uns dirhams).
Ait Ben Haddou é preciosa. Aqui podemos absorver finalmente aquele Marrocos genuíno. Tivemos contacto com berberes e a sua cultura.
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12.23.2007
BOM NATAL!!!!
Para todos os que ainda tiverem a pachorra de por aqui passar...
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12.21.2007
Marrakech
Depois da estadia em Fez, foi altura de rumarmos a Marrakech. À medida que se avança para sul, a paisagem vai-se alterando: cada vez menos verde e cada vez mais areia.
A meio da viagem passámos por Ifrane, pequena cidade que é conhecida pela “Suíça marroquina” por causa da neve no Inverno, das suas casas de telhados em V e por ser o lugar onde o Rei passa as suas férias de Inverno.
Quando se entra em Ifrane parece que estamos em qualquer lado menos em Marrocos: muitos jardins, o parque automóvel é consideravelmente melhor, as ruas estão imaculadamente limpas e não há vendedores....Esta pequena vila deve ser o lugar onde o jet-set se deve reunir no Inverno.
Haveríamos de pernoitar aqui à vinda.
A viajem continuou em direcção a Marrakech. Depois de uma pequena paragem às portas da cidade para reagrupar e retemperar energias aventurámo-nos no meio do transito em “hora de ponta”. Esta foi mais uma “daquelas” experiências.
Para além de estarmos a chegar em plena hora de frenesim comercial (tinha acabado o jejum por aquele dia) o trânsito era perfeitamente caótico (em termos europeus...). No meio do fumo, da poeira e ao som cacofónico das buzinas lá fomos avançando quais guerreiros intrépidos!
O dia seguinte foi inteiramente dedicado à cidade. Eu a minha “mais-que-tudo”, já ambientados àquela gente, aventurámo-nos sozinhos pela medina. Esta é menos caótica que a de Fez e é possível circularmos nela sem nos perdermos (desde que nos mantenhamos nas ruas principais). Mais uma vez valeu a pena imiscuirmo-nos naquela vivência: o diálogo com os comerciantes, as lojas de verdadeiras antiguidades árabes em salões decorados à maneira marroquina (aqui ao preços não são tão negociáveis – o que vale realmente dinheiro não é barato!), as cores das especiarias, os cheiros... estava tudo lá. Até fizemos um amigo que nos convidou na próxima vez que lá fossemos para ficar num riade de um amigo dele... haveremos de aceitar.
Também visitámos os museus da cidade: antigos palácios reais, jardins reais, belíssimos jardins interiores com as suas fontes árabes, as ruas dos artesãos de lanternas.
Acabámos o dia a recompensarmo-nos com um belo chá de menta na mais famosa praça (Djemaa-el-Fna) onde podemos encontrar os vendedores de água, os encantadores de serpentes, os comerciantes e o comércio que se começa a instalar ao fim da tarde.
Jantamos, demos mais uma vista de olhos nocturna à cidade e recolhemo-nos... o dia seguinte iria ser duro... muito duro.
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11.22.2007
Finalmente... de volta.
Marrocos #1
Olá Blogosfera!! Realmente foi um grande interregno. Não, não me perdi no deserto nem me trocaram por camelos eheheh. Apenas o trabalho e, confesso, um pouco de preguiça que se apoderou de mim depois desta viagem, me mantiveram afastados do "Grama".
Mas agora estou de volta.
Marrocos é "um mundo à parte", não só pelas suas paisagens mas também pela sua cultura e pela sua gente.
Depois de se tentar acomodar a bagagem de duas pessoas mais acessórios em três pequenas malas duma mota fizemo-nos à estrada. A viagem até Tarifa não tem muito que contar apenas saliento os belos caminhos do interior do nosso Portugal.
O dia seguinte "empacotamos" o "Beículo" no ferry e fizémo-nos ao mar!!!
A aventura começa no "lá-de-lá".... mal pousamos o pé em solo Marroquino "caem-nos" em cima uns senhores que se prestam para acelerar o processo de entrada no país em troca de uma "pequena" gorjeta... mais tarde (à vinda) apercebemo-nos que o processo não é assim tão complicado e não é tão moroso quanto isso. Depois dos pró-formes lá nos apressamos por saír de Tangêr pelo meio do caos que é o trânsito. Tânger é uma cidade como outra qualquer...
No trajecto até Fès ainda paramos em Chefchaouen.Aquela vila é muito bonita com as suas casas brancas com as portas azuis. Aqui esperávamos petiscar qualquer coisa mas havia um pormenor... era Ramadão! Aquele pessoal não come nem bebe (!!) durante o dia por isso a solução foi ir até ao Hotel mais próximo, e aí "fazem o favor" de nos servir qualquer coisa. Aqui provei o prato nacional: Tarjin, uma espécie de guisado que pode ter as "variantes" de frango, borrego e vegetais com couscous. Uma nota, o pão é muito bom (ok o nosso é melhor mas aquele não lhe fica atrás).
Já mais compostos rumamos a Fès. Durante o percurso podémos observar uma paisagem muito verde e até, em alguns sítios, muito parecida com Portugal! As viagens fazem-se muito bem. As estradas, asfaltadas, estão em bom estado, a sinalização é boa e, embora haja muitas operações stops e controlos de velocidade (com umas câmaras de filmar muito manhosas que duvido que registem alguma coisa...), aqui os motards nunca foram mandados parar (também éramos tantos!...). Convém é ter cuidado com as crianças que andam pelas bermas e com os animais... e com alguns camiões atulhados até às "orelhas"!!!
Chegados ao nosso destino e depois de instalados fomos dar uma volta a pé pelo centro da cidade. Ora, era uma sexta-feira e, pelos vistos, dia de festa na altura do Ramadão... aquilo parecia o S.João só que em vez de se beber Super Bock, aquela gente "enfrascava-se" com chá de menta como se não houvesse amanhã. Vai daí... em Roma sê romano... fizemos o mesmo. Soube mesmo bem!!!
Para passar o tempo ainda contemplámos um cruzamento fantástico onde poderíamos ver como o código é uma utopia. O mais importante é buzinar e não parar... não cá prioridades, peões ou passadeiras a respeitar. A palavra de ordem é Siga!!!! O único inconveniente é a poluição... muita!!O dia seguinte foi aproveitado para visitar o palácio do rei (que estava na cidade) e a medina.
Aqui aconselho vivamente irem com um guia pois aquela medina é labiríntica mas vale bem a pena: os burros de um lado para o outro a transportar mercadorias, a côr do comercio (dos fruto secos, especiarias, tecidos, tapetes, couros e pratas), o fabrico do pão e os constantes "berros" dos comerciantes formam um cenário fantástico. Ali tivemos hipótese de visitar a única madrassa (escola onde se ensina o corão) "visitável". Lá dentro podemos regalar-nos com as extraordinárias decorações tipicamente árabes todas feitas à mão. O almoço foi num restaurante numa ruínha minúscula onde ninguém diria que ali estava um belo restaurante com uma decoração, e atendimento, típicas.
Até ao fim do dia ainda tivemos oportunidade de visitar as mais diversas lojas, fábricas de joalharia, olaria (onde faziam umas mesas ladrilhadas à mão muito bonitas) e as "famosas" tinturarias do couro.... (as condições em que aquelas pessoas trabalham é que são deploráveis...)
Se quiserem comprar qualquer coisa, preparem-se para "marralhar". Eles pedem 500 vocês oferecem 50 e fecham negócio por 100! Ou trocam os vossos óculos ou boné.... Fantástico eheheh eles adoram um bom "marralhanço" (acho que nós também...). Como um marroquino me disse "português é como marroquino... não tem dinheiro!!" e ria-se a bandeiras despregadas!
(continua...)
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10.03.2007
Em terras de Mouros
Nos próximos dias o "Grama de Condão" vai estar um pouco para o parado. A razão é que vou andar, que nem D. Sebastião, por terras de mouros, mais propriamente por Marrocos.
Um dos pequenos sonhos que tinha, como motociclista, era ir até lá. Ora chegou a hora!!
Espero trazer muitas aventuras para vos contar e fotos para vos mostrar.
Um abraço
P.s. - Fica aqui o "som" marroquino de Natacha Atlas
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9.29.2007
90 Anos
Quando ela fala acalma-me.
Quando sorri faz sorrir toda agente à volta dela.
Parte do que sou Hoje, devo-o a ela.
Só uma grande mulher como ela consegue reunir tanta gente à sua volta
Hoje é um grande dia.
Uma das mulheres da minha vida completa 90 primaveras.
Parabéns avó
David Bowie - Absolute Beginners
I've nothing much to offer
There's nothing much to take
I'm an absolute beginner
And I'm absolutely sane
As long as we're together
The rest can go to hell
I absolutely love you
But we're absolute beginners
With eyes completely open
But nervous all the same
If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true
Nothing much could happen
Nothing we can't shake
Oh we're absolute beginners
With nothing much at stake
As long as you're still smiling
There's nothing more I need
I absolutely love you
But we're absolute beginners
But if my love is your love
We're certain to succeed
If our love song
Could fly over mountains
Sail over heartaches
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true
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9.26.2007
Quando a versão supera o original.
São raros os momentos em que, no mundo da música, nos deparamos com casos em que um determinado tema melhorou imenso quando tocado de uma outra forma por um outro artista ou até mesmo pelo seu autor original (ver post n.º 2 "David Bowie - Loving the Alien").
Quando falo destas "versões" falo, no fundo, de re-interpretações. Falo naquele momento em que o respectivo autor dessa "versão" conseguiu captar a verdadeira essência da música e moldou-a à sua imagem sem no entanto a detorpar.
Poderia enumerar aqui um sem número de versões de outras músicas que, fugindo a esta lei tão nobre, se tornaram perfeitas aberrações ou, simplesmente, cópias mal feitas em que, muitas das vezes, o que se mudou foi apenas o ritmo ou se traduziu a letra (infelizmente a música brasileira tem-nos brindado ultimamente com estes infelizes exemplos...).
Notei, também, que as boas re-interpretações são muitas vezes encontradas no campo do Jazz enquanto que as outras caem mais na área do Pop. Porque será que isto acontece? Será porque os interpretes Jazz são melhores (verdadeiros) músicos? Não creio. Será porque, talvez, não estejam submetidos à pressão comercial de ter que agradar? Talvez.
O que conta é que de vez em quando lá somos brindados com bons exemplos.
A título de exemplo deixo aqui uma soberba interpretação "aJazzada" de uma música Pop: "Love Is Blindness" dos U2.
Não quero com isto dizer que os U2 são maus músicos, pelo contrário!!! Apenas que esta música, a meu ver, ficou muito melhor nesta versão (perdoem-me os fãs...).
Gostei da sensibilidade incutida pela Cassandra Wilson, a sua voz rouca, o "entrelaçar" dos instrumentos acústicos.... está perfeito.
"Love Is Blindness"
Love is blindness
I don't want to see
Won't you wrap the night
Around me
Oh my heart
Love is blindness
In a parked car
In a crowded street
You see your love
Made complete
Thread is ripping
The knot is slipping
Love is blindness
Love is clockworks
And cold steel
Fingers too numb to feel
Squeeze the handle
Blow out the candle
Love is blindness
Love is blindness
I don't want to see
Won't you wrap the night
Around me
Oh my love
Blindness
A little death
Without mourning
No call
And no warning
Baby...a dangerous idea
That almost makes sense
Love is drowning
In a deep well
All the secrets
And no one to tell
Take the money
Honey
Blindness
Love is blindness
I don't want to see
Won't you wrap the night
Around me
Oh my love
Blindness
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9.15.2007
Pois... é assim que mudam as pessoas.
" - Pela tua experiência do mundo, como é que as pessoas mudam?
- Bem, tem algo a ver com Deus. Portanto não é muito simpático.
Deus rasga a pele, da garganta ao ventre, com a Sua unha do polegar partida. Depois mete lá dentro uma enorme mão imunda. Pega nos teus vasos sanguíneos. Eles esquivam-se para fugir à Sua mão, mas Ele aperta com força insistindo. Puxa e volta a puxar... até sacar cá para fora todas as tuas entranhas.
E a dor... nem consigo falar disso.
Depois, volta a enfiá-las, sujas, emaranhadas, dilaceradas e cabe-te a ti fazer a sutura.
(...)
Só tripas mutiladas a fingir...
- Pois... é assim que mudam as pessoas"
Diálogo retirado da série "Anjos na América" ("Angels in America") de Mike Nichols.
Este dialogo foi um de muitos diálogos soberbos que tive oportunidade de ver nesta série onde não faltam excelentes interpretações de Al Pacino, Meryl Streep, Emma Thompson, Mary-Louise Parker (da série "Erva" - RTP2), etc.
Vale a pena ver... várias vezes.
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8.21.2007
... na senda das aldeias históricas.
Pois é, arranjei mais uns diitas de folga e lá aproveitei para "arejar" mais um bocadinho.
Desta forma, munido de boa disposição e de bons amigos, lá rumei ao Parque Natural da Serra da Estrela (já lá não ia há cerca de 20 anos...).
Entrando por Seia, o caminho, até ao primeiro restaurante ("Mirante da Estrela"), foi feito sempre por estradas serpenteantes e que fazem a delícia de qualquer motociclista. Lá chegado, a vista era magnífica, uma vez que se situava na aldeia mais alta de Portugal - Sabugueiro. Embora o serviço tenha sido muito bom e servido por pessoas muito simpáticas, não me lembro, sinceramente, o que comi pois só me consigo lembrar da sobremesa: Doce de abóbora e noz, com queijo da serra!!! ... já me está a crescer água na boca... chlép, chlép....
Dali dirigimo-nos até à torre onde vale a pena dar uma voltinha no teleférico.
O seguimento da viagem contou com uma breve visita à "pista de ski de verão" em Manteigas. Não se andou de ski.... mas deu para dar uma refrescadela (leia-se molhar os pés) no fresco e límpido rio que por ali passava.
As aldeias históricas mais próximas foram os próximos "alvos a abater".
Depois de já ter conhecido Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo (Douro Internacional),
a primeira aldeia a visitar foi a aldeia natal de Pedro Alvares Cabral - Belmonte.
Quando lá entramos deparamo-nos com uma bela Feira Medieval a animar as "hostes".
A aldeia é muito bonita, está muito cuidada e o seu Castelo está em boas condições.
Como a noite já se aproximava foi decidido pernoitarmos pela Covilhã. A clássica cavaqueira ao serão foi dominada pelo cansaço, pois isto de andar de mota com o sol sempre a atestar também "moi" o mais resistente "guerreiro"!!!! ;)
O segundo "alvo", no dia seguinte, foi Castelo Novo, no Fundão.
Aqui vimos uma aldeia, que apesar de pequena, é extremamente bela e imaculadamente limpa! Um breve passeio por lá deu para apreciar os mais belos locais. Aqui achei "piada" a uma pequena lojinha de artesanato, Casa da Lagariça, com muito bom gosto, uma dona muito simpática e produtos regionais de qualidade (em sintonia com a localidade) que vale a pena visitar.
Como a fome já começava a apertar decidimos re-visitar Belmonte para almoçar (e experimentar uma tarte de leite condensado "medieval" que ficou "debaixo de olho" na primeira visita eheheh),mas não, sem antes ter sido picado por uma abelha no pescoço - valeu a rápida intervenção da minha "pendura" UFA!.....
O terceiro, e último, alvo foi Sortelha.
O caminho fez-se por estradas tortuosas mas em bom estado. Lá no cimo estava a aldeia muralhada. Por dentro está também muito cuidada e também oferece mais alguns serviços aos visitantes. Pode-se passear pela muralha e desfrutar das belas vistas. Para a descrever nada melhor que o site oficial da junta de freguesia: aqui.
O regresso dos guerreiros foi tranquilo e com a sensação que estes dois dias tinham sido cinco!!
Gostei de ver todos estes sítios bem cuidados, com pessoas simpáticas, com serviços de qualidade. Gostei de ver a imponência de toda aquela pedra, testemunha de um povo valoroso!!
Fica o desejo de conhecer as aldeias que restam.
Fica um abraço aos amigos que me acompanharam.
Fica, também, um beijo muito especial à minha "pendura" que foi uma verdadeira "guerreira" pois foi a sua primeira viagem de "longo curso" :*
Foram momentos de condão....
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8.06.2007
Depois das Férias
Eis-me regressado de férias!!
Eis-me regressado da costa Alentejana, a qual não me canso de visitar.
Todas as praias são dignas de visita assim como todas as pequenas mas pitorescas localidades que por ali "pululam"!!
É sempre bom poder usufruir de tudo o que é bom e nosso!!! O Sol, o peixe, a gente da terra (quase) toda muito simpática.
Já que estou a falar de viagens e, ao mesmo tempo, pegando no tema do último post, venho falar de mais um "feito" que vem corroborar que a música é, efectivamente, uma linguagem universal.
Falo-vos do projecto "One Giant Leap".
Este projecto foi realizado em 2001 e nasceu da ideia tão simples mas ao mesmo tempo genial, de dois amigos, de viajar pelo mundo fora e gravar a música que nele se fazia.
Munidos apenas de uma câmara e de um portátil, gravaram os vários artistas, muitos deles nas próprias casas, e misturam, mais tarde, com sons mais "contemporâneos". O resultado foi um album genial e merecedor de dois "grammys".
Aqui fica uma pequena amostra. Uma faixa com o dueto entre "Asha Bhosle" - India e "Michael Stipe" - EUA (Vocalista dos R.E.M).
Podem saber mais aqui.
The Way You Dream
(Ashla Bhosle)
Karmany evaadhikaraste ma phalesu kadacana
Ma karma phala hetur bhur ma te sango'stv arkamani
Paritramaya sadhunam vinasaya ca duskrtam
Dharma samsthapanarthaya sambhavami yuge yuge
(Michael Stipe)
Fall over myself
Don't mean to interrupt
I was miles away
Things I forgot
Are the footstools of God
That's how I behaved
I frighten myself and folded my hand
As you talked to God
I love the way you dream (9x)
Even my most base complaint my sweet
My aims were lower
And even though all my restraint my sweet
My aim was clumsy
And even if there's only one thing I want for you
I want for you
I love the way you dream.
I love the way you love the way you dream, one for me one for you
One for me, one for you.
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7.06.2007
Linguagem Universal
Na semana passada, por motivos profissionais, tive que me deslocar até Hamburgo. Depois de horas intermináveis de voos (devido aos atrasos por causa do mau tempo) e outras tantas de reuniões lá nos "brindaram" à noite com um jantar "à alemã".
Aí, no meio de um temporal, como nunca visto naquela região, e dos "bratwurst" consegui finalmente conhecer melhor os meus colegas de outras países e de outras culturas.
Na mesa onde fiquei estava um francês, um suiço, uma holandesa, um austríaco e uma alemã (a anfitriã). No meio das garfadas lá se ía tentado falar dos vários países, da sua gente, hábitos, etc. mas a conversa não"desenvolvia" para desepero da nossa anfitriã, que bem se esforçava a dar dicas para os vários assuntos. Eis senão quando, no meio de uma conversa que estava a manter com ela sobre uma viagem a NY, falei de música (blues e jazz) - os olhos dela brilharam "I love jazz!!" disse ela. Quando tal descobrimos que toda aquela gente que estava na mesa eram todos fãs de Jazz. Pronto! Estava o mote lançado! Foi a noite toda a falar de música. O francês já tinha o previlégio de ter visto Ella Fitzgerald ao vivo bem como Stephane Grapelli, o suiço era louco por Miles Davis, a alemã por Liza Ekdahl, Oscar Peterson e bossanova (embora não percebam puto do que se diz)... enfim foi um bela "cavaqueira" bem regada com uma "lagger".
No final, e porque tinha dito que gostava também de Oscar Peterson, a minha colega alemã prometeu-me um disco dele que não conhecia.
No dia seguinte lá estava ela com o "Soul Español"!!!
Ficou prometido da próxima vez levar-lhe alguma coisa de Jobim e de fado.
Parece que no fim de contas sempre existe uma linguagem que toda a gente entende... a música.
Aqui fica uma faixa desse album: "Soulville Samba".
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6.22.2007

Jeff Buckley - "Novo" CD
Pois é... ao fim de 10 anos e depois de muito material editado, eis que sai uma compilação dos maiores êxitos deste fabuloso interprete: "So real, Songs from Jeff Buckley".
Para quem já conhece bem Jeff Buckley este CD não trás nada de novo, exceptuando uma versão inédita de uma música dos Smith "I Know It's Over" e uma versão acústica do "So Real" gravado ao vivo no japão.
Para quem ainda não teve a oportunidade de o ouvir (como será possivel!!!) aqui está uma bela oportunidade de, só num CD, poder ouvir as músicas "mais badaladas" de Jeff Buckley e assim enriquecer grandemente a sua cultura musical ;)))
Fica aqui uma pequena amostra: "Last Godbye" do album "Grace"... um clássico.
This is our last goodbye
I hate to feel the love between us die.
But it's over
Just hear this and then I'll go:
You gave me more to live for,
More than you'll ever know.
Well, this is our last embrace,
Must I dream and always see your face?
Why can't we overcome this wall?
Baby, maybe it's just because I didn't know you at all.
Kiss me, please kiss me,
But kiss me out of desire, babe, and not consolation.
Oh, you know it makes me so angry 'cause I know that in time
I'll only make you cry, this is our last goodbye.
Did you say, "No, this can't happen to me"?
And did you rush to the phone to call?
Was there a voice unkind in the back of your mind saying,
"Maybe, you didn't know him at all,
you didn't know him at all,
oh, you didn't know"?
Well, the bells out in the church tower chime,
Burning clues into this heart of mine.
Thinking so hard on her soft eyes, and the memories
Offer signs that it's over, it's over.
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6.11.2007

Rumo a Bilbao
Finalmente consegui um tempinho para parar um bocadinho por aqui e partilhar algo mais convosco.
Este último fim-de-semana aproveitei o facto de ser prolongado e rumei, desta vez, até Bilbao. Confesso que ía com uma ideia que iria ver uma cidade em que o mais importante seria o seu museu Guggenheim e resto seria "paisagem"... pois enganei-me!!
Bilbao é uma cidade tipicamente espanhola: uma zona "nova", com os seus prédios, e uma zona velha, com as suas "calles" estreitas mas plenas de vida e que desembocam, invariavelmente, em grandes praças. Tive a oportunidade de ficar nesta zona, o "casco viejo".
O primeiro dia foi dedicado à "exploração". Depois de um bom pequeno almoço num dos sítios históricos (Bar Iruña), comecei, como seria de esperar, pelo museu.
Se as fotos já o mostravam de uma forma fantástica, ao vivo é magnífico. Todas aquelas linhas curvas, cobertas com placas de titânio, são hipnotizantes (até sensuais!), fazem-nos tirar fotos atrás de fotos e não fazem prever a imensidão que é por dentro. Apesar de estarem com o último piso em remodelação (e por isso tive desconto no preço do ingresso... como seria em Portugal??...) os outros dois encheram-me as medidas. Todas as obras de arte expostas eram dignas de serem vistas, mérito para o "audioguia" que fornecem à entrada.
De seguida, e com uma ajudinha do posto de turismo (que são muito bons) percorri todos os pontos de interesse. Vale a pena ver as suas igrejas e mosteiros, arquitectura, avenida do comércio, subir ao funicolar (tem-se uma vista sobre Bilbao fantástica) e o obrigatório "casco viejo". Há arte por todo o lado.
Gostei de "viver" estes dias "à espanhola". É bom ver como este pessoal goza o dia, mais propriamente o fim de tarde. Às 7 da tarde as várias tabernas começam a encher e é vê-los a beberem umas "cañas" (fino/imperial...) e comerem umas tapas ou "pintxos" (mesmo quando ao lado está a decorrer uma missa numa igreja qualquer). Confraternizam até por volta das 10 da noite, altura em que vão jantar... nas calmas.... e como "em roma sê romano"... assim fiz! Gostei!!
Contava, também, ouvir falar mais basco mas tal não aconteceu. Apesar do nome das ruas estarem tanto em castelhano como em basco e por todo o lado se ler muita coisa na "língua proibida", todas as pessoas falavam em castelhano e, para nosso gaudeo, percebem-nos perfeitamente (mesmo falando em português!).Vale a pena!!!
Em matéria de alojamento também não falta onde ficar, desde * até *****.
Se lá forem só recomendo não ficarem no "hostal" onde fiquei: Hostal Arreaga. As instalações são razoáveis mas fui enganado, combinei um preço para guardar o carro e no fim cobraram-me outro (mais caro...).
A vinda foi feita ainda por Santander onde saliento as suas costas balneares com praias muito boas (... e uma manif contra o trânsito no centro da cidade feito por pessoas completamente nuas em bicicletas...) e por Leon (muito bonita com um certo "ar" medieval).
Cheguei cansado mas de alma "recarregada".
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