
Jeff Buckley - "Novo" CD
Pois é... ao fim de 10 anos e depois de muito material editado, eis que sai uma compilação dos maiores êxitos deste fabuloso interprete: "So real, Songs from Jeff Buckley".
Para quem já conhece bem Jeff Buckley este CD não trás nada de novo, exceptuando uma versão inédita de uma música dos Smith "I Know It's Over" e uma versão acústica do "So Real" gravado ao vivo no japão.
Para quem ainda não teve a oportunidade de o ouvir (como será possivel!!!) aqui está uma bela oportunidade de, só num CD, poder ouvir as músicas "mais badaladas" de Jeff Buckley e assim enriquecer grandemente a sua cultura musical ;)))
Fica aqui uma pequena amostra: "Last Godbye" do album "Grace"... um clássico.
This is our last goodbye
I hate to feel the love between us die.
But it's over
Just hear this and then I'll go:
You gave me more to live for,
More than you'll ever know.
Well, this is our last embrace,
Must I dream and always see your face?
Why can't we overcome this wall?
Baby, maybe it's just because I didn't know you at all.
Kiss me, please kiss me,
But kiss me out of desire, babe, and not consolation.
Oh, you know it makes me so angry 'cause I know that in time
I'll only make you cry, this is our last goodbye.
Did you say, "No, this can't happen to me"?
And did you rush to the phone to call?
Was there a voice unkind in the back of your mind saying,
"Maybe, you didn't know him at all,
you didn't know him at all,
oh, you didn't know"?
Well, the bells out in the church tower chime,
Burning clues into this heart of mine.
Thinking so hard on her soft eyes, and the memories
Offer signs that it's over, it's over.
6.22.2007
6.11.2007

Rumo a Bilbao
Finalmente consegui um tempinho para parar um bocadinho por aqui e partilhar algo mais convosco.
Este último fim-de-semana aproveitei o facto de ser prolongado e rumei, desta vez, até Bilbao. Confesso que ía com uma ideia que iria ver uma cidade em que o mais importante seria o seu museu Guggenheim e resto seria "paisagem"... pois enganei-me!!
Bilbao é uma cidade tipicamente espanhola: uma zona "nova", com os seus prédios, e uma zona velha, com as suas "calles" estreitas mas plenas de vida e que desembocam, invariavelmente, em grandes praças. Tive a oportunidade de ficar nesta zona, o "casco viejo".
O primeiro dia foi dedicado à "exploração". Depois de um bom pequeno almoço num dos sítios históricos (Bar Iruña), comecei, como seria de esperar, pelo museu.
Se as fotos já o mostravam de uma forma fantástica, ao vivo é magnífico. Todas aquelas linhas curvas, cobertas com placas de titânio, são hipnotizantes (até sensuais!), fazem-nos tirar fotos atrás de fotos e não fazem prever a imensidão que é por dentro. Apesar de estarem com o último piso em remodelação (e por isso tive desconto no preço do ingresso... como seria em Portugal??...) os outros dois encheram-me as medidas. Todas as obras de arte expostas eram dignas de serem vistas, mérito para o "audioguia" que fornecem à entrada.
De seguida, e com uma ajudinha do posto de turismo (que são muito bons) percorri todos os pontos de interesse. Vale a pena ver as suas igrejas e mosteiros, arquitectura, avenida do comércio, subir ao funicolar (tem-se uma vista sobre Bilbao fantástica) e o obrigatório "casco viejo". Há arte por todo o lado.
Gostei de "viver" estes dias "à espanhola". É bom ver como este pessoal goza o dia, mais propriamente o fim de tarde. Às 7 da tarde as várias tabernas começam a encher e é vê-los a beberem umas "cañas" (fino/imperial...) e comerem umas tapas ou "pintxos" (mesmo quando ao lado está a decorrer uma missa numa igreja qualquer). Confraternizam até por volta das 10 da noite, altura em que vão jantar... nas calmas.... e como "em roma sê romano"... assim fiz! Gostei!!
Contava, também, ouvir falar mais basco mas tal não aconteceu. Apesar do nome das ruas estarem tanto em castelhano como em basco e por todo o lado se ler muita coisa na "língua proibida", todas as pessoas falavam em castelhano e, para nosso gaudeo, percebem-nos perfeitamente (mesmo falando em português!).Vale a pena!!!
Em matéria de alojamento também não falta onde ficar, desde * até *****.
Se lá forem só recomendo não ficarem no "hostal" onde fiquei: Hostal Arreaga. As instalações são razoáveis mas fui enganado, combinei um preço para guardar o carro e no fim cobraram-me outro (mais caro...).
A vinda foi feita ainda por Santander onde saliento as suas costas balneares com praias muito boas (... e uma manif contra o trânsito no centro da cidade feito por pessoas completamente nuas em bicicletas...) e por Leon (muito bonita com um certo "ar" medieval).
Cheguei cansado mas de alma "recarregada".
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5.09.2007
Fado
Até às paredes confesso... que nunca fui grande fã do Fado, nem mesmo de Amália. Apenas gostava do som da guitarra portuguesa.
Conhecia, porém, os temas mais badalados e os que ouvi durante a minha passagem pela faculdade e que seriam as únicas excepções à regra.
Nos últimos tempos o Fado tem-se, a meu ver, "actualizado". Surgiram novos intérpretes tais como Mariza, Ana Moura, etc... O que vem provar que o Fado, por muito que custe aos mais "puristas", é algo vivo e que tem vindo a adaptar-se aos novos tempos, com novos e diferentes arranjos.
Aqui há uns dias "cruzei-me" com um vídeo do concerto da Mariza em Lisboa e onde ela interpretava "Ó Gente da Minha Terra" da Amália. O meu primeiro impulso foi mudar de canal, mas rapidamente me rendi àquela fantástica interpretação (onde a própria Mariza se emociona criando um momento longo onde não canta mas onde o público lhe dá uma grande ovação). Fiquei literalmente arrepiado. Aquela voz, aquela melodia, aquela orquestra por trás fizeram-me "dar o braço a torcer" e partir em busca de mais conhecimento sobre esta "estranha forma" de cantar, de viver.
Afinal, parece todos nós temos um pouco de Fado dentro de nós, ou não fosse eu português.
Desde a minha última serenata, na Sé doPorto , que um Fado não me fazia arrepiar. Este fê-lo e por isso aqui lhe presto a minha homenagem.
É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Às cordas de uma guitarra
Sempre que se ouve o gemido
De uma guitarra a cantar
Fica-se logo perdido
Com vontade de chorar
Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi
E pareceria ternura
Se eu me deixasse embalar
Era maior a amargura
Menos triste o meu cantar
Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi
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5.06.2007
Nature Boy
Música de Eden Ahbez, que cultivava uma aparência "à Jesus Cristo" e que vivia debaixo das estrelas nos EUA, é uma das músicas que mais gosto de ouvir.
Já foi interpretada por centenas de artistas, em diversos estilos ao longo dos últimos 50 anos e continua a "evoluir".
E evolui porque a sua melodia é de tal forma "aberta" que dá, aos respectivos intérpretes, total liberdade para a explorar.
Gosto especialmente deste tema porque tem o melhor dos dois mundos: uma melodia simples mas "contundente" e uma letra com um forte sentido filosófico.
Estive verdadeiramente indeciso entre versões do David Bowie com os Massive Attack, e que podem ouvir na banda sonora do filme "Moulin Rouge", a do John Coltrane,a do trompetista John Hassell e a do guitarrista Joe Pass mas optei por duas outras.
A primeira é de uma senhora responsável por desviar a minha atenção para o Jazz Vocal mais contemporâneo: Lisa Ekdahl, e a segunda do "incontornável", e responsável pela edição deste tema: Nat King Cole.
Seria bom que todas as pessoas se encontrassem com o seu "Nature Boy" pelo menos uma vez na vida.
There was a boy
A very strange enchanted boy
They say he wandered very far, very far
Over land and sea
A litte shy and sad of eye
But very wise was he
And then one day
A magic day he passed my way
And while we spoke of many things
Fools and kings
This he said to me
"The greatest thing you'll ever learn
Is just to love and be loved in return "
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