90 Anos
Quando ela fala acalma-me.
Quando sorri faz sorrir toda agente à volta dela.
Parte do que sou Hoje, devo-o a ela.
Só uma grande mulher como ela consegue reunir tanta gente à sua volta
Hoje é um grande dia.
Uma das mulheres da minha vida completa 90 primaveras.
Parabéns avó
9.29.2007
9.26.2007
Quando a versão supera o original.
São raros os momentos em que, no mundo da música, nos deparamos com casos em que um determinado tema melhorou imenso quando tocado de uma outra forma por um outro artista ou até mesmo pelo seu autor original (ver post n.º 2 "David Bowie - Loving the Alien").
Quando falo destas "versões" falo, no fundo, de re-interpretações. Falo naquele momento em que o respectivo autor dessa "versão" conseguiu captar a verdadeira essência da música e moldou-a à sua imagem sem no entanto a detorpar.
Poderia enumerar aqui um sem número de versões de outras músicas que, fugindo a esta lei tão nobre, se tornaram perfeitas aberrações ou, simplesmente, cópias mal feitas em que, muitas das vezes, o que se mudou foi apenas o ritmo ou se traduziu a letra (infelizmente a música brasileira tem-nos brindado ultimamente com estes infelizes exemplos...).
Notei, também, que as boas re-interpretações são muitas vezes encontradas no campo do Jazz enquanto que as outras caem mais na área do Pop. Porque será que isto acontece? Será porque os interpretes Jazz são melhores (verdadeiros) músicos? Não creio. Será porque, talvez, não estejam submetidos à pressão comercial de ter que agradar? Talvez.
O que conta é que de vez em quando lá somos brindados com bons exemplos.
A título de exemplo deixo aqui uma soberba interpretação "aJazzada" de uma música Pop: "Love Is Blindness" dos U2.
Não quero com isto dizer que os U2 são maus músicos, pelo contrário!!! Apenas que esta música, a meu ver, ficou muito melhor nesta versão (perdoem-me os fãs...).
Gostei da sensibilidade incutida pela Cassandra Wilson, a sua voz rouca, o "entrelaçar" dos instrumentos acústicos.... está perfeito.
"Love Is Blindness"
Love is blindness
I don't want to see
Won't you wrap the night
Around me
Oh my heart
Love is blindness
In a parked car
In a crowded street
You see your love
Made complete
Thread is ripping
The knot is slipping
Love is blindness
Love is clockworks
And cold steel
Fingers too numb to feel
Squeeze the handle
Blow out the candle
Love is blindness
Love is blindness
I don't want to see
Won't you wrap the night
Around me
Oh my love
Blindness
A little death
Without mourning
No call
And no warning
Baby...a dangerous idea
That almost makes sense
Love is drowning
In a deep well
All the secrets
And no one to tell
Take the money
Honey
Blindness
Love is blindness
I don't want to see
Won't you wrap the night
Around me
Oh my love
Blindness
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9.15.2007
Pois... é assim que mudam as pessoas.
" - Pela tua experiência do mundo, como é que as pessoas mudam?
- Bem, tem algo a ver com Deus. Portanto não é muito simpático.
Deus rasga a pele, da garganta ao ventre, com a Sua unha do polegar partida. Depois mete lá dentro uma enorme mão imunda. Pega nos teus vasos sanguíneos. Eles esquivam-se para fugir à Sua mão, mas Ele aperta com força insistindo. Puxa e volta a puxar... até sacar cá para fora todas as tuas entranhas.
E a dor... nem consigo falar disso.
Depois, volta a enfiá-las, sujas, emaranhadas, dilaceradas e cabe-te a ti fazer a sutura.
(...)
Só tripas mutiladas a fingir...
- Pois... é assim que mudam as pessoas"
Diálogo retirado da série "Anjos na América" ("Angels in America") de Mike Nichols.
Este dialogo foi um de muitos diálogos soberbos que tive oportunidade de ver nesta série onde não faltam excelentes interpretações de Al Pacino, Meryl Streep, Emma Thompson, Mary-Louise Parker (da série "Erva" - RTP2), etc.
Vale a pena ver... várias vezes.
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