Jeff Buckley - Um hino à genialidade.
Depois de um grande senhor, como o “Camaleão”, só poderia vir outro (aliás David Bowie elegeu um dos seus álbuns - “Grace”- como um dos 10 álbuns que levaria para uma ilha deserta), trata-se de Jeff Buckley.
Filho do, também cantor de culto, Tim Buckley, Jeff era possuidor de uma voz assombrosa, pois conseguia abarcar 2 oitavas.
Começou a tocar guitarra aos 6 anos e, influenciado pela música que se ouvia lá em casa (de Led Zeppelin, Nina Simone até Al Di Meola e Yes.) desenvolveu um estilo único com o qual começou a fazer carreira.
Depois de ter estudado música em L.A. começou a tocar com várias bandas de rock, funk, jazz e reggae até criar a sua própria banda “God and Monsters”. Esta formação teve pouco tempo de vida uma vez que Jeff Buckley a abandonou optando por actuações a solo.
Estas actuações eram realizadas em clubes e cafés de Manhattan sendo o seu preferido um pequeno café irlandês chamado “Sin-é” onde começou a actuar regularmente em 1992. O seu reportório era constituído maioritariamente por versões rock, folk e jazz de outros cantores bem conhecidos tais como: Led Zeppelin, Bob Dylan, Edith Piaf, The Smiths, entre outros. Daqui resulta o seu primeiro disco, de registos ao vivo: “Live at Sin-é”.
É exactamente uma ano depois, em 1994, que Jeff Buckley (agora com uma banda a acompanhá-lo) lança o álbum que o tornaria conhecido em todo o mundo: “Grace”.

Este álbum foi agraciado com inúmeros prémios desde França até Austrália sendo variadíssimas vezes elogiado por nomes que outrora tinham sido as suas influências como Robert Plant e Jimmy Page dos Zeppellin, Bob Dylan e David Bowie.
Seguiu-se uma longa temporada recheada de concerto e tours mundiais até que em 1997 começou a trabalhar no que viria a ser o seu segundo albúm “My Sweetheart the Drunk”.

Este último, porém, iria ser editado postumamente.
Jeff Buckley morreria afogado no rio Wolf, pertencente ao Mississipi, numa noite em que decidiu ir dar um mergulho na companhia de um amigo. O seu corpo só seria encontrado 7 dias depois. Tinha 30 anos.
Fica na sua discografia “Live at Sin-é”, “Grace” e “Sketches (For My Sweetheart the Drunk)”, outros viriam mas como registos áudio e vídeo de concertos ao vivo.
Fala-se actualmente numa possível edição de um álbum com alguns temas que Jeff estaria a trabalhar na altura da sua morte e outros que nunca foram editados.
Só um génio poderia criar o que criou em apenas cinco anos…
Ficam, para já, dois temas do "Grace": "Grace", onde se pode comprovar a sua excelente capacidade vocal e "Lilac Wine" um tema baseado numa versão de Nina Simone.