8.06.2007

Depois das Férias

Eis-me regressado de férias!!
Eis-me regressado da costa Alentejana, a qual não me canso de visitar.
Todas as praias são dignas de visita assim como todas as pequenas mas pitorescas localidades que por ali "pululam"!!
É sempre bom poder usufruir de tudo o que é bom e nosso!!! O Sol, o peixe, a gente da terra (quase) toda muito simpática.



Já que estou a falar de viagens e, ao mesmo tempo, pegando no tema do último post, venho falar de mais um "feito" que vem corroborar que a música é, efectivamente, uma linguagem universal.
Falo-vos do projecto "One Giant Leap".

Este projecto foi realizado em 2001 e nasceu da ideia tão simples mas ao mesmo tempo genial, de dois amigos, de viajar pelo mundo fora e gravar a música que nele se fazia.
Munidos apenas de uma câmara e de um portátil, gravaram os vários artistas, muitos deles nas próprias casas, e misturam, mais tarde, com sons mais "contemporâneos". O resultado foi um album genial e merecedor de dois "grammys".
Aqui fica uma pequena amostra. Uma faixa com o dueto entre "Asha Bhosle" - India e "Michael Stipe" - EUA (Vocalista dos R.E.M).
Podem saber mais aqui.









The Way You Dream

(Ashla Bhosle)
Karmany evaadhikaraste ma phalesu kadacana
Ma karma phala hetur bhur ma te sango'stv arkamani
Paritramaya sadhunam vinasaya ca duskrtam
Dharma samsthapanarthaya sambhavami yuge yuge

(Michael Stipe)
Fall over myself
Don't mean to interrupt
I was miles away
Things I forgot
Are the footstools of God
That's how I behaved
I frighten myself and folded my hand
As you talked to God

I love the way you dream (9x)

Even my most base complaint my sweet
My aims were lower
And even though all my restraint my sweet
My aim was clumsy
And even if there's only one thing I want for you
I want for you

I love the way you dream.

I love the way you love the way you dream, one for me one for you
One for me, one for you.

7.06.2007

Linguagem Universal

Na semana passada, por motivos profissionais, tive que me deslocar até Hamburgo. Depois de horas intermináveis de voos (devido aos atrasos por causa do mau tempo) e outras tantas de reuniões lá nos "brindaram" à noite com um jantar "à alemã".
Aí, no meio de um temporal, como nunca visto naquela região, e dos "bratwurst" consegui finalmente conhecer melhor os meus colegas de outras países e de outras culturas.
Na mesa onde fiquei estava um francês, um suiço, uma holandesa, um austríaco e uma alemã (a anfitriã). No meio das garfadas lá se ía tentado falar dos vários países, da sua gente, hábitos, etc. mas a conversa não"desenvolvia" para desepero da nossa anfitriã, que bem se esforçava a dar dicas para os vários assuntos. Eis senão quando, no meio de uma conversa que estava a manter com ela sobre uma viagem a NY, falei de música (blues e jazz) - os olhos dela brilharam "I love jazz!!" disse ela. Quando tal descobrimos que toda aquela gente que estava na mesa eram todos fãs de Jazz. Pronto! Estava o mote lançado! Foi a noite toda a falar de música. O francês já tinha o previlégio de ter visto Ella Fitzgerald ao vivo bem como Stephane Grapelli, o suiço era louco por Miles Davis, a alemã por Liza Ekdahl, Oscar Peterson e bossanova (embora não percebam puto do que se diz)... enfim foi um bela "cavaqueira" bem regada com uma "lagger".
No final, e porque tinha dito que gostava também de Oscar Peterson, a minha colega alemã prometeu-me um disco dele que não conhecia.
No dia seguinte lá estava ela com o "Soul Español"!!!
Ficou prometido da próxima vez levar-lhe alguma coisa de Jobim e de fado.
Parece que no fim de contas sempre existe uma linguagem que toda a gente entende... a música.
Aqui fica uma faixa desse album: "Soulville Samba".









6.22.2007


Jeff Buckley - "Novo" CD

Pois é... ao fim de 10 anos e depois de muito material editado, eis que sai uma compilação dos maiores êxitos deste fabuloso interprete: "So real, Songs from Jeff Buckley".
Para quem já conhece bem Jeff Buckley este CD não trás nada de novo, exceptuando uma versão inédita de uma música dos Smith "I Know It's Over" e uma versão acústica do "So Real" gravado ao vivo no japão.
Para quem ainda não teve a oportunidade de o ouvir (como será possivel!!!) aqui está uma bela oportunidade de, só num CD, poder ouvir as músicas "mais badaladas" de Jeff Buckley e assim enriquecer grandemente a sua cultura musical ;)))
Fica aqui uma pequena amostra: "Last Godbye" do album "Grace"... um clássico.



This is our last goodbye
I hate to feel the love between us die.
But it's over
Just hear this and then I'll go:
You gave me more to live for,
More than you'll ever know.

Well, this is our last embrace,
Must I dream and always see your face?
Why can't we overcome this wall?
Baby, maybe it's just because I didn't know you at all.

Kiss me, please kiss me,
But kiss me out of desire, babe, and not consolation.
Oh, you know it makes me so angry 'cause I know that in time
I'll only make you cry, this is our last goodbye.

Did you say, "No, this can't happen to me"?
And did you rush to the phone to call?
Was there a voice unkind in the back of your mind saying,
"Maybe, you didn't know him at all,
you didn't know him at all,
oh, you didn't know"?

Well, the bells out in the church tower chime,
Burning clues into this heart of mine.
Thinking so hard on her soft eyes, and the memories
Offer signs that it's over, it's over.

6.11.2007


Rumo a Bilbao

Finalmente consegui um tempinho para parar um bocadinho por aqui e partilhar algo mais convosco.
Este último fim-de-semana aproveitei o facto de ser prolongado e rumei, desta vez, até Bilbao. Confesso que ía com uma ideia que iria ver uma cidade em que o mais importante seria o seu museu Guggenheim e resto seria "paisagem"... pois enganei-me!!
Bilbao é uma cidade tipicamente espanhola: uma zona "nova", com os seus prédios, e uma zona velha, com as suas "calles" estreitas mas plenas de vida e que desembocam, invariavelmente, em grandes praças. Tive a oportunidade de ficar nesta zona, o "casco viejo".
O primeiro dia foi dedicado à "exploração". Depois de um bom pequeno almoço num dos sítios históricos (Bar Iruña), comecei, como seria de esperar, pelo museu.
Se as fotos já o mostravam de uma forma fantástica, ao vivo é magnífico. Todas aquelas linhas curvas, cobertas com placas de titânio, são hipnotizantes (até sensuais!), fazem-nos tirar fotos atrás de fotos e não fazem prever a imensidão que é por dentro. Apesar de estarem com o último piso em remodelação (e por isso tive desconto no preço do ingresso... como seria em Portugal??...) os outros dois encheram-me as medidas. Todas as obras de arte expostas eram dignas de serem vistas, mérito para o "audioguia" que fornecem à entrada.
De seguida, e com uma ajudinha do posto de turismo (que são muito bons) percorri todos os pontos de interesse. Vale a pena ver as suas igrejas e mosteiros, arquitectura, avenida do comércio, subir ao funicolar (tem-se uma vista sobre Bilbao fantástica) e o obrigatório "casco viejo". Há arte por todo o lado.




Gostei de "viver" estes dias "à espanhola". É bom ver como este pessoal goza o dia, mais propriamente o fim de tarde. Às 7 da tarde as várias tabernas começam a encher e é vê-los a beberem umas "cañas" (fino/imperial...) e comerem umas tapas ou "pintxos" (mesmo quando ao lado está a decorrer uma missa numa igreja qualquer). Confraternizam até por volta das 10 da noite, altura em que vão jantar... nas calmas.... e como "em roma sê romano"... assim fiz! Gostei!!

Contava, também, ouvir falar mais basco mas tal não aconteceu. Apesar do nome das ruas estarem tanto em castelhano como em basco e por todo o lado se ler muita coisa na "língua proibida", todas as pessoas falavam em castelhano e, para nosso gaudeo, percebem-nos perfeitamente (mesmo falando em português!).
Vale a pena!!!
Em matéria de alojamento também não falta onde ficar, desde * até *****.
Se lá forem só recomendo não ficarem no "hostal" onde fiquei: Hostal Arreaga. As instalações são razoáveis mas fui enganado, combinei um preço para guardar o carro e no fim cobraram-me outro (mais caro...).
A vinda foi feita ainda por Santander onde saliento as suas costas balneares com praias muito boas (... e uma manif contra o trânsito no centro da cidade feito por pessoas completamente nuas em bicicletas...) e por Leon (muito bonita com um certo "ar" medieval).
Cheguei cansado mas de alma "recarregada".